Energia solar fotovoltaica atinge primeiro gigawatt no Brasil

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Energia solar fotovoltaica atinge primeiro gigawatt no Brasil

De acordo com a associação nacional do setor, ABSOLAR, a marca histórica posiciona o país entre os 30 principais mercados do mundo

São Paulo, 5 de janeiro de 2018 – O Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 1 gigawatt (GW) em projetos operacionais da fonte solar fotovoltaica conectados na matriz elétrica nacional, segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), entidade que representa o setor. A potência é suficiente para abastecer 500.000 residências do país, produzindo energia renovável, limpa, sustentável e competitiva capaz para atender o consumo de 2 milhões de brasileiros.

De acordo com a associação, apenas 30 dos 195 países do mundo possuem mais de 1 GW da fonte solar fotovoltaica. O primeiro gigawatt solar fotovoltaico do país é resultado do forte crescimento dos mercados de geração centralizada e geração distribuída solar fotovoltaica no ano de 2017. “Na geração centralizada, contamos com a inauguração de grandes usinas solares fotovoltaicas contratadas pelo governo federal em leilões de energia elétrica realizados em 2014 e 2015. As usinas em funcionamento estão localizadas principalmente nos estados da Bahia, Piauí, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pernambuco e representam uma potência total de 0,935 GW. Na geração distribuída, registramos forte crescimento no uso pela população, empresas e governos de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural, em todas as regiões do país, resultando em uma potência total de 0,164 GW. Somando estes dois segmentos do mercado, atingimos praticamente 1,1 GW operacionais no país desde o início de 2018, em linha com as projeções da ABSOLAR anunciadas em janeiro de 2017”, comemora o presidente executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia.

Fonte: ANEEL / ABSOLAR, 2018.

“Celebramos com otimismo este passo histórico para a fonte solar fotovoltaica no Brasil, com a certeza de que teremos um forte crescimento do setor nos próximos anos e décadas. O Brasil possui um recurso solar imenso e há um interesse cada vez maior da população, das empresas e também de gestores públicos em aproveitar seus telhados, fachadas e estacionamentos para gerar energia renovável localmente, economizando dinheiro e contribuindo na prática para a construção de um país mais sustentável e com mais empregos renováveis locais e de qualidade”, comenta Sauaia.

Apesar do avanço, Sauaia destaca que o Brasil ainda continua abaixo do seu potencial. “O Brasil está mais de 15 anos atrasado no uso da energia solar fotovoltaica. Temos condições de ficar entre os principais países do mundo neste mercado, assim como já somos em energia hidrelétrica, biomassa e eólica. Para isso, precisamos de um programa nacional estruturado para acelerar o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica. Esta oportunidade precisa entrar na pauta dos governos, políticos e candidatos, especialmente em um ano de eleições como o de 2018.”

Fonte: http://www.absolar.org.br


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IFRN ECONOMIZARÁ R$ 1,3 MILHÕES COM USO DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

IFRN ECONOMIZARÁ R$ 1,3 MILHÕES COM USO DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte agora conta com 14 usinas de energia solar em total funcionamento. No ano de 2016, os geradores fotovoltaicos forneceram 1,6 GWh, onde 11 unidades do Instituto utilizaram a tecnologia, que resultou em uma redução de despesas de R$ 613 mil nas contas de energia elétrica.

Com o uso desta tecnologia renovável, além da economia constatada, o IFRN também evitou a emissão de 142 toneladas de CO2 ao longo do último ano. Para o ano que vem, até o final de 2018, o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), afirma que pelo menos 30% da energia elétrica consumida no IFRN deverá ser gerado por meio de fontes renováveis.

O mais recente gerador fotovoltaico instalado no Campus Mossoró é composto de 315 módulos fotovoltaicos de 265 Wp e 4 inversores trifásicos de 20 kW, gerando uma potência máxima de 83,4 kW. Os painéis solares foram montados sobre parte das coberturas das salas de aula. O mini gerador tem capacidade de produzir cerca de 133 MWh/ano, significando uma economia de R$ 49 mil nos primeiros 12 meses de funcionamento.

Sendo a primeira instituição pública do Rio Grande do Norte a aderir ao sistema de compensação de energia através da produção de fontes alternativas, o IFRN utiliza há algum tempo as placas solares e as usinas fotovoltaicas que transformam a energia do sol em elétrica. Como são ligadas diretamente à Companhia de Energia Elétrica do Rio Grande do Norte (Cosern), geram descontos na conta de luz. Ao todo, o IFRN economizará R$ 1,3 milhões com uso de energia solar fotovoltaica.

Em 2013, a primeira usina de energia solar do IFRN começou a funcionar na Reitoria do Instituto no dia 30 de dezembro. No ano de 2014, a segunda usina entrou em funcionamento no dia 24 de março no Campus Ceará-mirim. Logo em seguida, no dia 17 de abril de 2014, a terceira no Campus São Paulo do Potengi. Em 2014, o IFRN economizou cerca de R$ 85.860,00 em contas de energia elétrica.

Os investimentos continuam, o IFRN irá iniciar o processo de ampliação de geradores fotovoltaicos que já estão em funcionamento. Aqueles instalados na Reitoria e nos campi Santa Cruz, Zona Norte vão receber mais 27,8 Kwp. Já o do Campus Mossoró, vai receber mais 55,6 Kwp. Outros 7 geradores serão instalados nos campus Apodi, Cidade Alta, Ipanguaçu, Macau, Nova Cruz, Parnamirim e Zona Norte, totalizando mais 798 kWp fotovoltaicos de geração distribuída no IFRN, o objetivo é passar a marca dos 2 MW instalados no primeiro semestre do próximo ano.

As fontes renováveis de energia estão batendo recordes de instalações em vários lugares do mundo, o que mostra o constante crescimento da energia solar fotovoltaica. Nós, da SUN7, falamos sobre muitos assuntos que envolvem a energia solar. Se você tem interesse em captação de energia solar, painel solar, placa solar e gerador de energia solar, entre em contato conosco.

Fonte: https://www.portalsolar.com.br


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Captação de energia solar cresce 300% em ano de crise

Fonte: extra.globo.com/noticias em 20/11/17

Em tempos de crise, produzir a própria energia está se tornando um bom negócio. Desde 2013, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) regulamentou as regras da microgeração distribuída de energia, o segmento nunca cresceu tanto como no último ano. No segundo semestre de 2016, o país registrava cerca de quatro mil instalações desse tipo em casas e prédios. Hoje, são cerca de 15 mil, um aumento de 300%.

No Rio, o boom se refletiu também na quantidade de empresas especializadas na instalação de placas solares. Há dois anos, eram menos de dez no mercado carioca. Hoje, são mais de 30. Gerente de um resort para cães, o técnico em eletrotécnica Marcos Ramalho Nogueira, de 32 anos, entrou há dois anos para o ramo.

— Com essa expansão do mercado, muita gente mudou de área de atuação para atender à nova demanda — diz Marcos, integrador da Blue Sol Energia Solar, que enumera as vantagens: — Embora o custo de instalação ainda seja caro, existem bancos que fazem financiamento com linhas próprias. A redução na conta de luz é enorme, e o equipamento se paga em, no máximo, oito anos. Isso sem mencionar a questão da sustentabilidade, por ser uma energia limpa.

No fim do mês, a economia pode chegar a até 95%, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar). A conta só não pode ser zerada porque o consumidor precisa pagar a taxa de disponibilidade da concessionária, para os momentos em que o gerador não capta luz solar.

— Quando vi a quantidade de sol que batia na minha casa, resolvi investir nas placas. Minha conta chegava a R$ 800 e, hoje, não passa de R$ 100 — diz o ator Felipe Martins, morador de Teresópolis.

Mapa de potencial dos telhados do Rio

O primeiro passo para instalar um sistema de captação de energia solar em casa é verificar a incidência de sol no local onde o equipamento será afixado. Depois, a partir da média do consumo energético, é possível dimensionar quantas placas serão necessárias para a residência. Todo esse cálculo é facilitado pelo Mapa Solar, que pode ser acessado no novo Armazém de Dados da prefeitura (www.data.rio).

No site, é possível simular um sistema de energia solar inserindo os dados de sua residência ou prédio. Para fazer a instalação, entretanto, é necessário contatar uma empresa especializada.

De acordo com projeção da Absolar, a geração de energia solar fotovoltaica no Brasil deve alcançar o patamar de 1.000 megawatts (MW) de capacidade instalada até o fim do ano, um crescimento de 325% em relação à capacidade atual de 235 MW, suficiente para abastecer cerca de 60 mil residências com até cinco pessoas em cada uma.

A estimativa feita pelo setor coloca o país entre os 30 principais geradores dessa fonte de energia no mundo, com a expectativa de estar entre os cinco primeiros até 2030 em potência instalada anual. Atualmente, estão contratados, por meio de leilões de energia, cerca de 3.300 MW, que serão entregues até 2018.

Os investimentos até o fim de 2017 deverão somar R$ 4,5 bilhões. O crescimento da capacidade instalada favorece ainda a geração de empregos em toda a cadeia produtiva. Pelos cálculos do setor, para cada MW de energia solar fotovoltaica instalados, são gerados de 25 a 30 postos de trabalho.

Algumas novidades do setor

Painel transparente: Um estudo da Universidade de Michigan desenvolveu um painel solar completamente transparente. O material pode ser usado em janelas, por exemplo, convertendo a luz em energia, mas sem impedir sua passagem.

Energia da chuva: Na China, pesquisadores criaram um painel que resolve o problema da captação de energia solar em períodos chuvosos e, além disso, gera energia a partir do impacto das gotas de chuva. O material usado é o grafeno.

Telhas solares: Na Itália, a superfície de captação foi adaptada para telhas comuns, tornando a tecnologia mais adaptável.

Turbina eólica solar: Um sistema desenvolvido em Londres aproveita duas fontes energéticas de uma só vez. Trata-se de uma turbina eólica equipada com placas solares. Enquanto gira, com o vento, também capta a luz do sol.

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Brasil registra 3.565 conexões de geração distribuída até maio

Fonte: MME – Ministério de Minas e Energia / ANEEL em 06/07/16

Até maio deste ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registrou 3.565 conexões de geração distribuída – quando a energia elétrica é gerada nos centros de consumo, muitas vezes pelo próprio consumidor. Apenas de janeiro a maio de 2016, foram feitas 1781 novas conexões, valor 6,5 superior ao mesmo período de 2015, quando foram feitas 272 conexões. Com as novas instalações, o país já gera de forma distribuída 29,7 megawatts (MW), computa a Aneel.

Entre as energias renováveis mais utilizadas, a solar fotovoltaica é fonte que mais se destaca, com 3.494 conexões, seguida pela energia eólica, com 37 conexões. Em termos de capacidade total instalada, a energia gerada pelo sol também saí na frente com 24,1 MW (mais de 80% do total), seguida pela energia hidráulica, com 2,5 MW. Em terceiro, o biogás soma 1,6 MW instalados.

A grande maioria das conexões de geração distribuída está nas residências. Segundo a Aneel, 79% das conexões de geração distribuída atendem essa classe de consumo. Os comércios são responsáveis por 14% das conexões de GD no país.

Por estado, Minas Gerais reúne o maior número de geradores distribuídos (859); seguido por São Paulo (479); Rio de Janeiro (381); e Rio Grande do Sul (369).

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ProGD

Para ampliar e aprofundar as ações de estímulo à geração de energia pelos próprios consumidores, o Ministério de Minas e Energia (MME) lançou, em dezembro de 2015, o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). Com R$ 100 bilhões em investimentos do ProGD, a previsão é que ate 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas.

Em consonância ao ProGD, o Banco do Nordeste lançou uma linha de crédito que ampliará ações de estímulo à geração distribuída. O financiamento utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e tem prazo de pagamento de até 12 anos, com um ano de carência. O crédito do Banco do Nordeste é destinado a empresas agroindustriais, industriais, comerciais e de prestação de serviços, além de produtores rurais, cooperativas e associações beneficiadas ou não com recursos do FNE.


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FNE Sol é disponibilizado a empresas nordestinas – Banco do Nordeste

FNE Sol é disponibilizado a empresas nordestinas – Banco do Nordeste

imagem coqueiro fne verde

Para maiores informações sobre as formas de acesso ao crédito com essa finalidade, confira aqui no link ao lado: Cartilha sobre Financiamento à Micro e à Minigeração Distribuída de Energia Elétrica.

Fonte: http://www.bnb.gov.br/sala-de-imprensa

Fortaleza, 30 de maio de 2016 – A linha de financiamento à micro e à minigeração distribuída de energia elétrica, o FNE Sol, está disponível às empresas da região nas agências do Banco do Nordeste. O FNE Sol foi lançado nesta segunda-feira, 30, em Fortaleza (CE), com a presença de autoridades do setor, e em toda a área de atuação da instituição, que inclui os nove estados nordestinos e o norte de Minas de Gerais e do Espírito Santo.

O presidente do Banco, Marcos Holanda, destacou as vantagens da nova linha de crédito. “A empresa é beneficiada porque consome energia renovável e limpa e tem ganho financeiro. Inicialmente, o custo é neutro: o financiamento é compensado pela redução do consumo de energia tradicional e, depois, tem-se diminuição significativa dessa despesa”, explicou.

O presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Lopes Sauaia, acrescentou os ganhos sociais da geração de energia sustentável:  “Temos a possibilidade de gerar empregos de qualidade para o Brasil e, assim, ajudar a reaquecer a economia”.

As condições para acesso ao crédito do FNE Sol foram apresentadas pelo superintendente de Políticas de Desenvolvimento do Banco do Nordeste, Fran Bezerra:  prazo de pagamento de até 12 anos, com até um ano de carência; financiamento de até 100% do investimento; e bônus de adimplência de 15%.

O FNE Sol é destinado a empresas de todos os portes e setores, produtores e empresas rurais, cooperativas e associações. Podem ser financiados sistemas completos envolvendo geradores de energia, inversores, materiais auxiliares e instalação.

Ceará

O superintendente  estadual do Banco do Nordeste no Ceará, João Robério Messias, colocou a equipe de gestores da rede de agências da instituição à disposição dos empreendedores. Na oportunidade, dois empresários do estado, dos segmentos de tecnologia e posto de combustível, assinaram os primeiros contratos do FNE Sol.


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Aneel define reajuste para tarifa de energia da Bahia a partir de Abril/2016 – 11,43%

coelba

14/04/2106
Fonte: site Coelba

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu hoje (14) as novas tarifas da Coelba. O índice médio de reajuste para o consumidor foi de 11,43%. As novas tarifas entrarão em vigor para os 5,5 milhões de clientes da concessionária no próximo dia 22 de abril, mas o consumidor só irá perceber essa variação nas faturas recebidas a partir de maio.

Os consumidores atendidos em Baixa Tensão, que representam 99% dos consumidores da empresa e incluem os clientes residenciais, terão um aumento médio de 10,45%. Já os consumidores Industriais e Comerciais de médio e grande porte, atendidos em Alta Tensão, terão reajuste de 13,34%, em média.

Os reajustes tarifários anuais estão previstos no contrato de concessão das distribuidoras. São mecanismos de correção monetária e também de atualização dos custos não gerenciáveis pela distribuidoras como os referentes a compra da energia junto aos geradores, custos de transmissão e encargos setoriais.

Além dos valores de tarifas fixados pela ANEEL, são cobrados na conta de energia, ainda, os impostos (ICMS, PIS e COFINS) e as Bandeiras Tarifárias. Conforme definido pela administração municipal, também é cobrada na conta de energia a Contribuição de Iluminação Pública (CIP), tributo repassado pela Coelba diretamente para as prefeituras municipais, que são as responsáveis pelos serviços de projeto, implantação, expansão, operação e manutenção das instalações de iluminação pública.

Os encargos setoriais e impostos continuam tendo uma grande participação nos custos da tarifa de energia elétrica, representando 38,6% da mesma. Já as despesas com a compra e transmissão de energia respondem por 35,0%. Cabe à Coelba os 26,4% restantes para cobrir os custos de operação, manutenção, administração do serviço e investimentos. Isso significa que, para uma conta de R$ 100,00, por exemplo, apenas R$ 26,40 que em média fica com a Coelba para operar e expandir todo o sistema elétrico no estado.

Exemplos práticos do reajuste 2015

Atualmente, os consumidores de Baixa Tensão representam 99% dos clientes da Coelba. Um consumidor Residencial Convencional que consome 100 kWh/mês, por exemplo, terá sua conta reajustada de R$ 50,79 para R$ 56,05. Já o Residencial Baixa Renda, com o mesmo consumo de 100 kWh/mês, terá o valor alterado de R$ 26,25 para R$ 29,03. Os clientes residenciais classificados como Baixa Renda contam com o benefício da Tarifa Social, que garante um desconto de até 65% sobre o valor da fatura. Esses consumidores correspondem a 28% do total de clientes da Coelba.

* Nos exemplos acima, foram considerados os impostos do ICMS de acordo com a faixa de consumo e PIS/COFINS vigente para abr/15 de 5,71%.
* Sobre os valores destacados acima, adicionalmente, incidem na conta final, a CIP – Contribuição de Iluminação Pública, além dos acréscimos decorrentes das Bandeiras Tarifárias vigentes a cada mês.


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ANEEL amplia possibilidades para micro e minigeração distribuída

ANEEL amplia possibilidades para micro e minigeração distribuída
24/11/2015

 

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, nesta terça-feira (24/11), aprimoramentos na Resolução Normativa nº 482/2012 que criou o Sistema de Compensação de Energia Elétrica, permitindo que o consumidor instale pequenos geradores (tais como painéis solares fotovoltaicos e microturbinas eólicas, entre outros) em sua unidade consumidora e troque energia com a distribuidora local com objetivo de reduzir o valor da sua fatura de energia elétrica.

Segundo as novas regras, que começam a valer a partir de 1º de março de 2016, será permitido o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, denominando-se microgeração distribuída a central geradora com potência instalada até 75 quilowatts (KW) e minigeração distribuída aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.

Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. De acordo com as novas regras, o prazo de validade dos créditos passou de 36 para 60 meses, sendo que eles podem também ser usados para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora. Esse tipo de utilização dos créditos foi denominado “autoconsumo remoto”.

Outra inovação da norma diz respeito à possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras). Nessa configuração, a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores.

A ANEEL criou ainda a figura da “geração compartilhada”, possibilitando que diversos interessados se unam em um consórcio ou em uma cooperativa, instalem uma micro ou minigeração distribuída e utilizem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Com relação aos procedimentos necessários para se conectar a micro ou minigeração distribuída à rede da distribuidora, a ANEEL estabeleceu regras que simplificam o processo: foram instituídos formulários padrão para realização da solicitação de acesso pelo consumidor.  O prazo total para a distribuidora conectar usinas de até 75 kW, que era de 82 dias, foi reduzido para 34 dias. Adicionalmente, a partir de janeiro de 2017, os consumidores poderão fazer a solicitação e acompanhar o andamento de seu pedido junto à distribuidora pela internet.

A Agência acompanhará de perto a implantação das novas regras do Sistema de Compensação e prevê que até 2024 cerca de 1,2 milhão de unidades consumidoras passem a produzir sua própria energia, totalizando 4,5 gigawatts (GW) de potência instalada.

Desde a publicação da Resolução em 2012 até outubro deste ano, já foram instaladas 1.285 centrais geradoras, sendo 1.233 (96%) com a fonte solar fotovoltaica, 31 eólicas, 13 híbridas (solar/eólica), 6 movidas a biogás, 1 a biomassa e 1 hidráulica.  (DV/DB)


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